Homem e mulher: igualdade e complementaridade

2 08 2010

 

Base Bíblica. Efésios 5.21-33

Para sua meditação diária.

Segunda: Ef 5.21-24

Terça: Ef 5. 25-33

Quarta: I Co 11.11-12

Quinta: Gl 3.19-29

Sexta: Gn 2.15-20

Sábado: Gn 2.21-25

Domingo: Gn 3.1-19

Introdução

Quem nunca ouviu falar na expressão “guerra dos sexos”? É a conhecida guerra dos homens “machistas” contra as mulheres “feministas”, onde cada grupo quer ter os mesmos direitos do outro dentro da sociedade. Será que existe base bíblica para tal batalha? 

Você sabia que existem 104 versículos na bíblia que mencionam as palavras “homens” e “mulher” ao mesmo tempo? Se analisarmos as ocorrências, veremos que em boa parte destes versículos estão sendo enfatizados os mesmos direitos para os homens e para as mulheres. Tal afirmação vai totalmente contra ao que muitos dizem, ao afirmar que a bíblia é um livro preconceituoso e que só favorece a ala masculina. Na verdade não é isso o que ocorre, e sem cair em extremos machistas ou feministas, é o que iremos estudar nesta lição: uma perspectiva equilibrada, e acima de tudo, bíblica, sobre a sexualidade. 

                      I.        Os direitos do homem e da mulher 

1.    No antigo Testamento

Ao lermos os escritos de Moisés, o chamado Pentateuco, notamos dentre as muitas leis algumas como esta: 

Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido” (Êx 21.28). 

Aparentemente, para nossa realidade, nos parece uma lei um tanto óbvia, mas se entendermos que naquela época as mulheres tinham pouco ou nenhum valor, remos que Deus foi contra a visão machista daquela época, exaltando a mulher e colocando-a no mesmo patamar dos homens. Deus nivelou a mulher ao homem, pois a vida de ambos tem o mesmo valor para Ele, e um delito cometido contra um é tão grave quanto ao mesmo delito cometido contra o outro.

2.    No novo testamento

No texto a seguir, vemos uma declaração muito clara sobre a igualdade entre homem e mulher, perante Deus: 

Desse modo não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homem e mulheres; todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus”. 

Paulo, nesse contexto, nos mostra que tanto a posição do homem como a posição da mulher, em Cristo, é a mesma, ou seja, herdeiros de Abraão e filhos de Deus. Isto quer dizer que agora nós podemos desfrutar de uma unidade em Cristo Jesus, pois todos recebemos a mesma salvação. 

                   II.        Os deveres do homem e da mulher 

1.    No Antigo Testamento

Com uma lei justa, Moisés coloca sobre ambos a mesma responsabilidade: 

Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (Lv 20.10). 

Neste caso não existe nenhuma desculpa, os dois deveriam ser apedrejados. Nem o homem seria beneficiado por ser um “machão”, nem a mulher por ser o “sexo frágil”. Note que,  mais uma vez, Deus deixa bem claro que não iria tolerar as práticas pecaminosas do homem, podendo até ser alugada para o lucro de marido. Neste caso, o que vemos é a intolerância divina para com o pecado, e o mesmo padrão de julgamento, tanto para o homem como para mulher. 

2.    No Novo Testamento

Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.21).

Esse é um texto muito interessante, pois vemos no contexto que tanto a mulher deve se sujeitar ao homem como deve se sujeitar a mulher. Veja como isso funciona na pratica: 

  • A mulher: sujeita-se ao marido, sendo submissa.
  • O marido: sujeita-se à esposa, sendo amoroso.

 

                  III.        Direitos e deveres iguais, função diferentes 

As mulheres sejam submissas (…). Marido ame vossa mulher” (Ef 5.22,25). 

1.    Uma benção chamada submissão: a submissão feminina é vista, infelizmente, por muitas mulheres com grande pesar. Isso se deve ao fato de não se entender biblicamente quais são as implicações que esta submissão representa. 

Em primeiro lugar, submissão não é fazer da mulher uma escrava. Não é correto o marido dizer: “Vá busca os meus chinelos porque sou eu que mando aqui”. Nada disso, a mulher foi criada por Deus para ser uma auxiliadora idônea, não uma escrava.                                                                                                                                                                                                         Ser submissa é deixar que o marido governe o lar, sabendo que Deus irá cobrar dele todas as decisões que forem tomadas. Neste caso, a mulher esta numa posição privilegiada, pois Deus não irá cobrar dela nenhuma atitude que Ele espera ser de responsabilidade do marido, como por exemplo: 

  • O cuidado espiritual da família: o homem deve ser o sacerdote do lar;
  • O cuidado disciplinar da família: o homem deve disciplinar seus filhos, pois esta também é sua obrigação;
  • O cuidado protetor da família: o homem deve também proteger o seu lar, dando o sustento e a proteção que esta precisa.

Logicamente, como uma auxiliadora, a mulher ajuda a seu marido, mas sempre responsabilidade final é dele e não dela. No episodio de Gênesis 3, Deus começou cobrando de Adão o fato de terem comido do fruto proibido, sendo que Eva quem comeu o primeiro. Por quê? Deus seguiu a ordem de responsabilidade: Adão como o cabeça do lar era o responsável pelo ocorrido. Afinal, onde ele estava quando a sua esposa estava de papo com a serpente?

2.    Uma responsabilidade chamada amor:

o amor exigido dos homens é algo muito sério, não pode ser levado na brincadeira. A preocupação de Deus é para que o homem preste mais atenção a seu lar e as necessidades de sua esposa, cuidando dela assim como Cristo cuida de sua Igreja. Como o homem é diferente da mulher na sua maneira de se relacionar, ele deve tomar o devido cuidado para que suas atitudes não venham a ferir sua esposa, além de ter de se dedicar a prover o bem-estar da família.

Veja este pequeno quadro que reflete o que ocorre com a maioria dos casais. 

HOMEM

MULHER

Pouco Observador

Muito observadora

Procura ser o mais objetivo

É mais detalhista

Desligado, desatencioso

Superligada, atenciosa

Fala pouco

Fala bastante

 

Conclusão 

Não podemos dizer que um é melhor do que o outro, mas que ambos se completam. Existem situações em que se precisa de objetividade (e nessas o papel do home é fundamental), mas em outras, de maior observação (e nessas as mulheres se saem melhor). Graças a Deus, Ele assim nos criou para que no casal houvesse essa complementação. Já pensou se ambos tivessem as mesmas características?                                                                                                                          Como vimos, Deus criou o homem e a mulher com direitos e deveres iguais, mas deferindo um do outro em suas funções dentro do lar, o que não faz que um seja melhor do que o outro, mas coparticipantes. O homem completa a mulher nas suas deficiências e vice-versa. Louvado seja o Senhor por tamanha criatividade!

 

Fonte: Revista EBD edição 10. Jovens





SEXUALIDADE

2 08 2010

 

Uma benção a se valorizada

 

Sexualidade é uma benção a ser desfrutada ou um impulso a ser dominado? Será que no contexto tão pervertido em que vivemos é ainda possível desfrutar a sexualidade sem perder nossa espiritualidade? Claro que sim! Sexualidade é um presente de Deus, é parte essencial da natureza humana que nos foi outorgada, é fruto de uma combinação espiritual, física e emocional, que com naturalidade se manifesta em nosso ser. Ela é uma benção a ser valorizada.

 

A sexualidade saudável faz parte do projeto criativo de Deus. Não se trata de um comportamento alternativo que surgiu por instinto após a criação, nem de uma anomalia ou perversão resultantes de nossa natureza corrompida. Deus criou o homem e mulher, tornando-se os dois uma só carne. “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus, e não se envergonharam”.                                                                                                                                                                             (Gn 2.24-25). Portanto, em lugar de vergonha, a sexualidade bíblica e sadia deve ser encarada como uma benção a ser valorizada.

Pr Agnaldo Faissal J. Carvalhor

fonte: Revista Jovens